Reencarnação: boas-vindas ao bebê

O bebê espera que os pais o abracem, em espírito, para que os enigmas trazidos do passado ganhem um curso natural na presente existência.

Com a Doutrina Espírita, assimilamos o  processo das vidas sucessivas. Estamos sempre voltando para as reencarnações, neste ou em outros mundos, de acordo com as nossas necessidades e merecimentos, até que esta repetição  não seja mais necessária.

O bebê que reencarna é alguém com o qual o grupo familiar,  provavelmente, já conviveu. O pequeno que chega aporta na esperança de que novamente possa conviver e desempenhar suas tarefas previstas. A fase de gestação, necessária à organização física, deve ser também uma preparação espiritual. Imagine a importância desse contato para o futuro relacionamento familiar.

Campo magnético

Imaginem num relacionamento mais estreito, a maternidade, por exemplo, como são intensas as vibrações que norteiam mães e filhos.

A disposição vibratória de cada pessoa é indicativo de como andam seus pensamentos. Notamos o campo magnético das pessoas envenenadas por ódios, rancores, pensamentos negativos, diferentes daquelas que procuram pautar a vida por caminhos mais elevados, norteando-se por uma mente mais positiva. A primeira é ansiosa, de suscetibilidade negativa e cheia de fel, a outra é calma, mansa e preocupa-se com o bem estar geral.

Claro que na convivência diária,  as pessoas acabam influenciando umas às outras, ora com atitudes construtivas, ora com negativas, de acordo com seus campos magnéticos que atraem ou repelem.

Diferentes situações

Imaginem uma situação em que o bebê que reencarna seja um espírito querido ao grupo. A sua vibração, por certo, se ajusta numa reciprocidade que facilitará muitíssimo a convivência, por mais dissabores que aconteçam.pelo caminho.

Imaginem agora um espírito que chegar para reencarnar compulsoriamente ou mesmo que tenha “aceito” os futuros pais mas que estejam ligados por um campo magnético contrário ou palmilhado por sentimentos bastante inferiorizados. Claro que o choque é inevitável, pode ter recuos de uma parte ou de ambos, pode haver atritos espirituais ou desequilíbrios físicos mas aquela presença é necessária, para todo grupo familiar. Justamente , através das dificuldades podaremos e acertaremos os erros passados cultivando e conquistando um sentimento de valor nutritivo e insubstituível: o amor.

Como é sábio o Plano Divino que nos permite o véu do esquecimento! Sem ele seria difícil receber o desafeto passado. Sábio o Mestre que nos recomenda o perdão como grande quebra-gelo para os ajustes que devemos uns aos outros.

Claro que diante da notícia da gravidez, as mães e pais sensatos não vão questionar quem é o espírito que está por chegar, se é amigo ou não. Seja quem for, o importante é estar aqui. Cumpre-nos recebê-lo bem.

Como dar boas-vindas ao bebê

O nosso exercício de boas-vindas começa com o primeiro sinal de gestação. Pode já ter começado antes, através do sono físico quando os pais reencarnados, em espírito, têm a possibilidade de visitar o plano espiritual para conjecturas sobre sua vida. 

O espírito reencarnante também assimila e interpreta as vibrações que lhe são endereçadas e sabe quando elas refletem paz e quando estão desequilibradas. Muito harmoniosa será sua chegada, seja quem for, se sentir que é bem aceito, se sentir uma dose, por mínima que seja, de amor e carinho nos futuros pais.

A ansiedade positiva com que for aguardado o fará sentir que , por maiores que sejam as dificuldades da encarnação, não poderá sucumbir porque estará seguro pela amizade que lhe é demonstrada.

É de muita responsabilidade essa nossa conduta diante do nascituro, dela vai depender todo  o sucesso daquele processo de vida.

Essa conduta alcança as partes: 

  • Psicológica: demonstrar amor, conversar com ele, dar-lhe boas vindas diariamente, traçar planos de vida com ele.
  • Espiritual: manterem-se os pais em paz procurando manter sentimentos mais elevados, harmonizando-se com o Universo, compreendendo a possibilidade das vidas sucessivas, incluindo Deus em suas vidas com orações e vivências de códigos morais.
  • Física: procurar preservar a saúde do corpo além de evitar intoxicar o feto com quaisquer tipos de drogas ou outros excessos que podem conturbar-lhe a organização física, possibilitando a instalação de doenças, riscos de morte física, etc.

Reflitamos  o processo de uma gravidez e pensemos que também ansiamos por uma oportunidade de reencarnação e a tivemos. Agora estamos ajudando outro espírito a vir ao mundo. Por que não facilitar a sua (e a nossa) caminhada, endereçando-lhe fluidos mais elevados, magnetizando-lhe a rota com afeto?

Pensemos que é na figura dos pais que esse espírito identificará as primeiras imagens de Deus e da vida. As primeiras esperanças, os primeiros pensamentos materializam-se desde a concepção. Ele espera que os pais o abracem, em espírito, para que os enigmas sociais trazidos do passado ganhem um curso natural na presente existência.

Facilitemos as lições para quem chega pois estamos na mesma escola e somos apenas os companheiros que os antecederam na matrícula. A Doutrina Espírita nos ensina o pleno exercício da lei do amor. Isso ajuda a impedir, conforme diz Emmanuel, que o “lar não se converta, de bendita escola que é, em pouso neurótico, albergado moléstias mentais dificilmente reversíveis.”

Acompanhe agora o evangelho no lar sobre o tema Reencarnação e laços de família

Colaborou com esta publicação: Maria Thereza Carreço de Oliveira
Imagem em destaque: Daniel Duarte, via pexels.

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