110 anos da AEFC

Essa casa é a representação do coração do próprio Cristo, a receber aqueles que sofrem, aqueles que tateiam as trevas, perdidos em seus passos, em desesperanças em sofrimentos.

Em um domingo de inverno em Florianópolis, em 6 de agosto de 1916, 21 homens e mulheres se reuniriam em um importante encontro, que daria início à Federação Espírita Catarinense. A recepção foi na casa de seu João Cândido da Silva, na rua Victor Meirelles, 21, no centro de Florianópolis. Os primeiros anos foram de intenso trabalho.

Entre as atividades principais da nova casa estava a realização de pelo menos uma sessão doutrinária por semana. Outra atividade que remete ao início dos trabalhos da casa é o de assistência social. Já na primeira versão do seu estatuto a federação estabelece que faria distribuição de medicamentos, roupas ou alimentos aos mais necessitados, conforme as posses da sociedade.

Outras atividades de divulgação e atendimento ao público ganham espaço logo após os inícios dos trabalhos. A biblioteca da federação foi inaugurada em 3 de setembro. Também no primeiro mês de atividades, a federação começou a publicar um jornal mensal de distribuição gratuita, chamado “A Luz”. Inicialmente os próprios trabalhadores arcariam com os custos de impressão.

Ao final de 1919, a diretoria da federação deu início a uma arrecadação para compra de sua nova sede, na rua Fernando Machado. A mudança de endereço somente veio a ocorrer em 1922, após reformas do local. A nova casa é a mesma que abriga as atividades da associação até os dias atuais, hoje no número 245. As instalações permitiram concentrar em um único local todas as atividades que a federação tinha à época:

  • Oficina tipográfica (onde era impresso o jornal A Luz).
  • Salão para doutrinárias;
  • Farmácia homeopática;
  • Biblioteca;
  • Escola Primária Allan Kardec;
  • Consultórios para atendimentos e passes mediúnicos;
  • Oficina tipográfica (onde era impresso o jornal A Luz).

Além da mudança de sede, o início da década de 1920 também trouxe os debates sobre a mudança do nome da instituição. Entre os motivos apontados para a alteração no nome estavam:

  • O título de Federação mostrava-se um obstáculo para a aproximação com o Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo;
  • O pouco avanço até então nos esforços de federar outras associações espíritas.

O caráter da instituição mostrava-se mesmo ser mais de uma casa espírita e menos de organização federativa. A diretoria da época decidiu e registrou em ata:

Assim sendo mudado é dado uma prova de humildade em bem da doutrina que professamos. Em discussão e a votos é approvada unanimemente a mudança do nome de Federação Espirita Catharinense para Associação Espirita Catharinense.
— Ata de reunião em 5 de agosto de 1925.

Em 5 de agosto de 1925, a instituição deixa de ser Federação Espírita Catarinense e passa
a ser chamada Associação Espírita Fé e Caridade.

Celebração dos 110 anos de fundação

Os temas dos aniversários da AEFC são geralmente sugeridos pela espiritualidade amiga, em mensagem recebida via mediúnica. Observando-os, notamos haver uma lógica, reforçando a condução atenta e carinhosa realizada pela equipe do Plano Espiritual que vela pela AEFC e trabalha em conjunto a equipe encarnada. Os temas dos últimos anos foram:

  • 105 anos: Casa Espírita de Amor
  • 106 anos: De mãos dadas
  • 107 anos: Amizade
  • 108 anos: Laços que nos unem
  • 109 anos: É preciso ouvir os corações
  • 110 anos: Mãos unidas em um só coração

Mensagens recebidas em reuniões mediúnicas em agosto de 2026

Que a paz e o amor, sempre estejam no coração de cada um de nós, para que possamos juntos continuar jornadeando neste lar, neste templo, nesta casa, que acolhe os nossos corações, não poderíamos deixar de comparecer aos trabalhos em nome de Jesus.

Desta casa, que também é um centro de reparação espiritual, é um centro de refazimento, de educandário, em que a palavra de Jesus é o lenitivo para as dores, de tantos e de nós.

Estamos muito contentes, queridos amigos, porque há muito que estamos pedindo na casa, o encontro das almas, o encontro dos trabalhos, para que as mãos justapostas, juntas, possam elevar o pensamento ao nosso Pai, esse Pai de amor.

Não para palavras vãs, mas sim, para que possamos com esta elevação, emitir vibrações que alcancem aqueles que verdadeiramente trabalham em prol dos nossos irmãozinhos que ainda choram, em tantos locais de dor.

Essas vibrações, essas emanações, são levadas até os seareiros do Pai maior, e são transformadas, queridos, em gotas de orvalho, pequenas gotas, que embora sejam tão simples, transformam-se em acolhimento, e em refazimento, quando chegam até esses nossos irmãos.

Esta casa centenária, esta casa de luz, casa espiritual de amor, é um recanto que podemos reestabelecer as necessidades fluídicas, tanto dos irmãozinhos que estão desencarnados, e ainda estão aqui entre nós, para justas, para aprendizados, quanto para aqueles de esferas maiores que passam por aqui, como um refazimento temporário… os caravaneiros como já dissemos para vocês.

Esta casa, ela brilha queridos, é luz. Porque ainda temos aqui, a grata satisfação de ter seareiros de luz, trabalhadores de Jesus.

Sabemos o quanto ainda é necessário caminhar, sabemos ainda dos vossos corações, as dores… as aflições… as contradições que cada um traz. Mas é assim queridos que estamos caminhando, não é?

Não é assim que estamos num processo de aprendizado? Todos nós, meus amigos, todos estamos em processo de evolução. Poderiam, no entanto, não estar aqui. Mas vocês, e quando eu falo vocês, eu extrapolo esse grupo. Vocês, trabalhadores desta casa, atenderam ao chamado do Mestre amigo, e estão aqui. 

Por isso pedimos irmãos amados, que nunca deixeis de olhar, para além destas paredes, nunca deixei de olhar, o trabalho ao lado, o grupo ao lado. Seja ele de educação, seja ele de trabalho mediúnico, de atendimento espiritual, de atendimento evangélico, seja ele de divulgação, seja ele o trabalho que for em prol do outro… nunca deixeis de acreditar no trabalho ao lado.

Nós não estamos em um único trabalho, esta é a mensagem deste aniversário queridos. Quando falamos em mãos unidas, não é a minha com a minha, é a minha mão, que se une à mão do outro. Por isso esta seara de luz, é tão bem vista pelos trabalhadores, pelos caravaneiros, pelos seareiros, pelos irmãos de tantas esferas, pelas nossas queridas e irmãzinhas de Maria… 

Portanto queridos, amanhã será o evento de comemoração entre vós e entre nós. Não esqueçam, que estamos entre vós. Que a nossa alegria também é uma alegria genuína, porque não há diferença, meus amigos, entre nós e vós, somos todos irmãos,em humanidade, somos todos irmãos em criação, somos todos irmãos, enquanto seres estelares. 

É com alegria, que vamos nos despedir. Eu vos falo, queridos, com amor de um pai, mas aqui comigo se encontra uma falange de amigos vossos, amigos vossos… Sou apenas o mensageiro, muito obrigada meus irmãos, por atenderem ao convite deste lar, que o amor nos una hoje e sempre, que assim seja meus irmãozinhos.

Essa casa, meus irmãos, é uma porta que se abre, a receber os corações, perdidos de si mesmo, mas acima de tudo, perdidos de Deus. 

Essa casa, meus irmãos, é a representação do coração do próprio Cristo, a receber aqueles que sofrem, aqueles que tateiam as trevas, perdidos em seus passos, em desesperanças em sofrimentos.

Essa casa, meus irmãos, deve ser o reflexo do coração de cada um. Daquele que se coloca enquanto humilde servidor, daquele que mais serviu. 

Quando os sofredores venham até vós, e encontram em vossas mãos o conforto, o alívio, o rumo, o sentido… porque quando as mãos, daqueles que trabalham, colocam-se a serviço, já não são as mãos dos corpos, tornam-se a extensão, das mãos do próprio

Mestre, que por tantas e tantas vezes acariciou as faces daqueles que choraram. Serviu o pão daqueles que tinham fome, abraçou aqueles cansados do caminho, e que encontraram em seu olhar, o repouso para as almas cansadas e sofridas.

As mãos dos trabalhadores devem ser as extensões das mãos do próprio Deus. E direis então, que as mãos de Deus, não carregam em imperfeições. Mas não esqueçais, meus amigos, de que Deus auxilia os homens através dos homens, auxilia os espíritos através dos espíritos. 

E não vos abandoneis por vos acharem indignos, porque, em verdade, o solo mais infértil ao receber o trabalho das mãos do divino agricultor, que o ara, o prepara, o rega, o aduba, lança sobre as sementes, e onde nada via, o milagre então se faz, e o solo o estéril torna-se abundante em virtudes para alimentar, todo aquele que tem fome e que tem sede de verdade, que tem sede de justiça, que tem sede de amor. 

As vossas mãos trabalhadores destas Associação,quando unidas, formam o laço, o elo, a aliança, que une o homem a Deus, não, por expressões vazias de religiosidade, mas porque busca no trabalho, na doação, na compreensão, na aceitação, na verdade da verdadeira caridade, levar o conhecimento, levar a revelação, na divina revelação, de que o homem é mais do que a matéria perene, do que a matéria que se perde, do que a matéria que se apaga.

Portanto, que nossas mãos, todas as nossas mãos, unidas, possam acolher, possam a instruir, possam acarinhar, possam, em nome de Jesus, abrir portas. 

As portas desta casa, também são portas para o coração do próprio homem, e esta porta um dia conduzirá a Deus.

Muita paz, meus irmãos, e que a divina luz do Cristo reine entre vós, por vós e pelos homens.

Assista agora aos video produzido pela 1a. URE em homenagem à AEFC

Conheça mais sobre a história da AEFC no Livro dos 100 anos da casa.

**imagem em destaque via DALL.E do CHatGPT

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